ENTRE A ARGENTINA E A PATAGÔNIA ARGENTINA: IDENTIDADE E DIFERENÇA EM FINAL DE NOVELA EN PATAGONIA, DE MEMPO GIARDINELLI

Ana Paula dos Santos de SÁ

Resumo


A leitura de Final de Novela en Patagonia (2000), de Mempo Giardinelli, apresentada neste artigo visa explorar as implicações, estéticas e/ou de outra ordem, que a inscrição nacional do autor/narrador traz à narrativa. Nascido na Argentina, Giardinelli relata sua viagem pela Patagônia que compreende o mesmo território, compondo um livro fortemente marcado pelo hibridismo de gêneros. Embora não se trate de uma viagem ao exterior, os mitos e o exotismo comumente atribuídos à Patagônia fazem com que, em diversas passagens, Giardinelli refira-se a este espaço como o espaço do Outro, um Outro estrangeiro. Nota-se assim uma constante oscilação identitária por parte do narrador, que transita entre uma postura de afastamento e uma postura de pertencimento, esta última evidenciada por meio da igualmente frequente recuperação de um “nós” justificado pela partilha, entre ele e os patagões, do mesmo território geográfico/nacional. Com base nessas considerações, busca-se com este artigo explorar quais são os fundamentos e contornos dessa alternância de juízos, ora um juízo sobre o Outro, ora um juízo sobre o Nós. A fim de verificar a consistência dessa hipótese, apresenta-se uma breve análise comparada entre o livro de Giardinelli e In Patagonia (1987), do inglês Bruce Chatwin, livro de referência para a Literatura de Viagens enquanto disciplina, principalmente no que concerne a narrativas sobre a Patagônia.


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ISSN  1807-9717


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