“PÁGINA INFELIZ DA NOSSA HISTÓRIA”: UMA LEITURA DOS ÁLBUNS CONSTRUÇÃO (1971) E SINAL FECHADO (1974), DE CHICO BUARQUE

Moema Sarrapio Pereira (UNINCOR)

Resumo


O Golpe Militar de 1964 inaugurou no Brasil uma ditadura que duraria 21 anos de terror absoluto. O cerceamento da liberdade, o autoritarismo arbitrário e a tortura como forma de punição gravaram tristes momentos na história. Entretanto, mesmo com o silêncio imposto pela censura prévia instituída pelo AI-5 em 1968, alguns artistas decidiram não se calar, e continuar a produzir, mesmo correndo riscos. Neste cenário, destaca-se Chico Buarque de Hollanda, cantor e compositor carioca, cuja obra foi perseguida e censurada. Para conseguir sobreviver aos desmandos dos militares e continuar produzindo, Chico recorreu a formas de ludibriar a Censura Federal, cantando e contando a história à sua maneira, pela fresta da música popular. Este artigo tem como objetivo analisar os discos de Chico Buarque: Construção (1971) e Sinal Fechado (1974), observando-os como estratégia de resistência por meio de um contradiscurso, que revela o Brasil sombrio imposto pelos militares e desconstrói a propaganda do regime, que afirmava a imagem de um país econômica e socialmente estável.
PALAVRAS-CHAVE: MPB, Ditadura Militar, Censura Prévia, Chico Buarque, Contradiscurso.


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ISSN  1807-9717


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