AS FARPAS DA MEMÓRIA EM ARRIETE VILELA

Giancarla BOMBONATO

Resumo


Há um crescente interesse da crítica literária brasileira em torno da narrativa de autoria feminina. Por esse motivo, questiona-se que estratégias as mulheres, ao narrar e adjetivar o mundo, utilizam para construir significados e articular os discursos, enquanto constituem o mundo de uma determinada maneira. Considerando essa indagação, este artigo objetiva identificar algumas características do discurso construído por mulheres, em especial o fato de que comparece, na perspectiva feminina, uma voz em primeira pessoa, revisitando o passado, reestruturando o presente, projetando para o devir um novo sentido para vivências e experiências. Com base em autores, como Bosi (1983), Halbwachs (1990) e Arendt (1995), este trabalho tem como objeto de estudo o conto “Farpa”, de Arriete Vilela. Foi observado que “Farpa” evidencia uma das estratégias da escrita feminina, ou seja, ao escolher um conto que discute a memória, a autora constrói significados, mostrando que nossa memória está em constante embate entre a lembrança e o esquecimento, além de explicitar que nossas lembranças permanecem carregadas das múltiplas vozes que nos cercam. Esta pesquisa é destinada àqueles que têm como intenção entender como a escrita, no caso a feminina, nos auxilia na reflexão sobre nós mesmos.

Palavras-chave: Narrativa feminina. Memória. Significados.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.



ISSN  1807-9717


Indexado em:

                                        Capes    Latindex     Pkp     Ibict     Sumarios
     
 
                                                     DOAJ      LivRe           Dialnet
   
                               EBSCO     Funadesp      
                               Harvester